Entrar
  
ForumMercado
Fazer login
Referência

OBJETIVO GERAL: MUDAR O BRASIL!

PENSAMENTO DE REFERÊNCIA DO MBF

O artigo primeiro da Constituição Federal diz que "todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos nela estabelecidos. Isso, de fato, não ocorre quando reiterados atos dos representantes eleitos destoam da vontade popular e do interesse público, sendo o exercício direto desse poder de difícil implementação em se tratando de referendos, plebiscitos ou de leis de iniciativa popular.
 
Ademais, nem todo poder emana do povo quando temos no Poder Judiciário representantes não eleitos nas mais altas cortes. Se, ao menos, para atenuar isso, houvesse uma eleição indireta para ministros do Supremo Tribunal Federal na Câmara dos Deputados – a suposta Casa do Povo –, a partir de uma lista meritória de juristas, aí sim poderíamos dizer que esse poder emanaria do povo, ainda que não diretamente. Ao invés disso, constata-se que juristas são escolhidos unipessoalmente pelo mandatário do executivo federal, muitas das vezes, devido ao seu alinhamento político ou ideológico para serem submetidos a uma sabatina... no Senado Federal.
 
Assim, considerando esse distanciamento entre representantes e representados e nosso desejo de mudança, não podemos subestimar a nossa capacidade de, juntos, construirmos uma efetiva democracia, cuja eficácia depende, dentre outras coisas, do combate incessante à corrupção, da alternância dos mandatários políticos, do fortalecimento das instituições, do maior equilíbrio e independência entre os Poderes e do empoderamento do cidadão, que encontra-se indignado e impotente diante de toda sorte de desvios constatados.
 
Em suma, para que isso ocorra, faz-se necessário uma consistente mobilização cívica que torne possível uma urgente Reforma Evolutiva do Estado, sobretudo nos campos político, econômico e educacional. Só assim estaremos atuando nas causas de todos os males e disfunções de um poder público deveras sitiado por partidos políticos e mandatárioscleptocratas que prevaricam em relações promíscuas entre o público e o privado.
 
Como consequência – só para citar alguns fatores –, tem-se a não prestação de serviços, a má distribuição de renda, o subemprego, a economia informal, o desemprego, a violência e a criminalidade, tudo em patamares inaceitáveis para uma convivência que se pretende civilizada. Sendo o fator nefasto, a "causa-consequência" do custo Brasil, a corrupção material e espiritual de indivíduos nada compromissados com a supremacia do interesse público.
 
Você quer isso? Não! Então não podemos é ficar inertes, reféns da hipocrisia, fruto de uma alienação generalizada, conjugada a um individualismo exacerbado que turva a visão da necessária sinergia social para a prevalência do valor de justiça. Por isso, a vigilância e a luta devem ser permanentes pelo exercício pleno do nosso deverde cidadania e, assim, fazer valer os direitos inerentes.
 
Isso requer a participação de todos nós. Sim, é importante que cada qual faça a sua parte, seja com atitudes cotidianas, seja debatendo com espírito proativo a temática social na busca de soluções. No entanto, é necessário ir além para que essas soluções sejam, de fato, implementadas por intermédio de políticas públicas efetivas, duradouras e abrangentes. É fundamental, então, que haja organização e esforço concentrado por meio de uma mobilização que seja capaz de resgatar uma Unidade de Consciência Nacional Cívica, alicerçada naqueles princípios e valores que nos identificam.
 
Faz-se necessário, então, umamudança cultural acerca do que deva ser o serviço da atividade política. E essa mudança ocorrerá a partir de mobilizações consistentes, na única intervenção capaz de promover uma efetiva reforma nesse estado indesejado de coisas: a cívica
 
Enfim, se necessário for, marchando com brio, confiança e entusiasmo, pacificamente, em protesto contra a afronta aos valores fundamentais que nos orgulha e identifica em nossa brasilidade. Posto que nossa maior riqueza não está, em essência, no pré-sal ou nas "commodities" agrícolas ou minerais; esna força de nossa gente – brasileira, sofrida, lutadora, mestiça e tropical–, no seu inquebrantável vigor e na esperança por dias melhores; está em nossa diversidade cultural, na nossa vocação para sermos um povo pacífico e no amor que sentimos pelo Brasil. 
 
E é a convergência política dessa mobilização que será capaz de influenciar e atuar no poder não como fim em si mesmo, mas como meio para que todos os filhos dessa terra tenham professores valorizados, boas escolas, saúde, alimentação, moradia e lazer, para poderem ser adultos felizes e realizados nas mais variadas atividades laborais. Sim, nós podemos sonhar e realizar as reformas necessárias para o Brasil que desejamos para nós e para as futuras gerações, também em respeito ao legado de tantos homens e mulheres que lutaram por isso no passado. 
 
Ou nos conscientizamos da necessidade de retomarmos nossos parâmetros garantidos na Constituição Federal, ou continuaremos a padecer e a amargar indicadores sociais não dignos, numa pseudo-resignação de neocolônia dos trópicos. Caso contrário, a desesperança, o desencanto, a rebeldia e a indignação da população contra todo o poder público inerte, omisso e corrupto tendem a aflorar em convulsão nesse perigoso transbordamento de emoções reprimidas, diante de uma refrega institucional que pode ser sintoma de um indesejado cenário de colapso da ordem constitucional vigente.
 
Daí a Reforma Evolutiva do Estado, alicerçada em mobilizações cívicas consistentes e propositivas, ser a única alternativa a essa caótica possibilidade de ruptura. Somos coletivamente, cada qual a seu modo, o maior instrumento de transformação e mudança do Brasil,desde que devidamente organizados e mobilizados para fazermos frente a esse enorme desafio que é colocar o país nos eixos da ordem, do progresso e do desenvolvimento permanente.
 
ACREDITE, DEPENDE DE NÓS!


MAURO ROGERIO
Coordenador Nacional do MBF

Colunistas
Mauro Rogerio
Melissa Moraes
Lécio Luiz Gomes Júnior
Letícia Maria Oliveira de Sousa
Marcos Wagner