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O PODER MANIPULADOR DA MÍDIA


Seria a comunicação o quarto poder ou o primeiro poder da sociedade? Somos todos fantoches da mídia opressora? Será que você é um homem programável pelos meios de comunicação? Se descubra ao ler o texto e faça sua própria análise.
  10/05/2018
  18:45
  Atualizado em 23/10/2018 14:24

O PODER MANIPULADOR DA MÍDIA

 

     A partir de meados do século XIX surgiu como recurso, no meio das sociedades democráticas, um órgão capaz de fiscalizar os abusos dos três poderes fundamentais da sociedade, O LEGISLATIVO, O EXECUTIVO E O JUDICIÁRIO. Tal “poder” deveria ser representado pela comunicação ou “imprensa”, com o dever de denunciar as violações nos regimes democráticos. Mas podemos provar claramente que a “comunicação” ou os veículos que a representam, não são o quarto poder, mas o primeiro, já que é muito mais profundo, abrangente e decisivamente influente nas relações sociais, políticas e econômicas. Pode-se dizer que esse poder é o fator decisivo de uma nação, e portanto, o PRIMEIRO PODER.

     Como um poder superior e incontestável, os meios de comunicação organizam a sociedade e transformam o homem num ser “programável”. Tudo é visto, lido, ouvido ou sabido, direta ou indiretamente através de uma “ditadura comunicacional”, que comanda a sociedade, o legislativo, o executivo e o judiciário. A comunicação de massa que nos massacra todos os dias com inúmeras informações desnecessárias ou complexas, desconhece a troca horizontal entre os papéis de receptor e emissor. Sutilmente, sustenta a verticalidade de um monólogo, apoiado pela hegemonia dos poderosos. O que existe é ‘UMA COMUNICAÇÃO PARA A MASSA, mas nunca uma COMUNICAÇÃO DE MASSA. Pode-se contar nos dedos os “homens” que controlam toda a lista do que devemos ser, fazer, saber e ter. Um totalitarismo poderoso e indestrutível, capaz de escalar presidentes, ministros e toda sorte de políticos. Seria até ilegítimo, diante dessas informações, mencionar a palavra “democracia”.

     Existe uma realidade em torno dos meios de comunicação invisível, intocável, inefável que a torna um mistério, no sentido de algo indecifrável, e por isso tão poderoso e escravizador sempre pronto a nos devorar. Os meios de comunicação constroem a realidade e um mundo permeado e impregnado de informações determinantes, a realidade passa a ser a representação da realidade. Não é difícil afirmar que um fato existe, ou deixa de existir, à medida que os meios de comunicação o veiculam; por isso seu poder de criar realidades; fatos podem existir ou deixar de existirem à medida que são silenciados.

     Os poucos que detêm a comunicação, também detêm o poder sobre a existência das coisas, difusão das ideias e a opinião pública. Esses chegam a definir padrões, conceitos, valores, princípios, ainda que distorcidos. Quem tem o poder da palavra define grupos sociais como melhores ou piores, confiáveis ou não, constrói identidades pessoais ou sociais, e a destroem também. São verdadeiras máquinas de definição de eleições. Numa sociedade manipulada e silenciosa como a nossa, onde somente poucos têm voz, um político ser conhecido pelo nome, ter sua foto na mídia, já é critério suficiente para ser merecedor de um voto, já que aparentam ser bons e confiáveis de acordo com a confiança que a mídia deposita nele. Na verdade, a mídia é o meio e o espaço onde a cultura é criada, fortificada, reproduzida e retransmitida por um lado e ao mesmo tempo pode se tornar o espaço e o meio em que essa cultura é negada, descaracterizada, transformada e dominada para servir a interesses que não incluem o povo. A mídia é um “cavalo de Tróia” dado como presente, mas carrega dentro de si o veneno que contamina a mente de um povo sem educação, sem defesa ou resistência.

     O processo atual da comunicação é sempre comprometido com a defesa de interesses da classe dominante, não existe verdade ou informação objetiva que obedeça à regra moral. O que existe é uma verdade parcial, alicerçada em evidências e interesses partidários e classistas, que passam a ser alavancas poderosas para expressar e universalizar a própria vontade e interesse daqueles que detêm o poder. A posse da palavra é o instrumento privilegiado de dominação, já que é capaz de criar a interiorização da consciência do outro. Inventa evidências e adesões, que interiorizam e introjetam nos grupos destituídos a verdade e a evidência do mundo do dominador, condenando e estigmatizando a prática e a verdade do oprimido como prática anti-social. Essa sociedade de dominação por não ser questionada e contestada, se solidifica e fortifica, passando a exercer a hegemonia. A mídia apresenta de maneira sofisticada e instantânea, explicações para todos os problemas, soluções rápidas e eficientes para todas as necessidades, respostas prontas para todos os questionamentos. Essa prática leva a sociedade à apatia e massificação, onde as iniciativas não têm mais lugar, onde as perguntas já são respostas, desta forma, desaparece o “novo” na sociedade, deixam de existir possibilidades, conforme os donos das notícias e da comunicação orientam.

     Já temos consciência de quão complexa é a palavra que manipula. Não há realidade hoje que não passe pela mídia. A começar pela política, que a usa como arma indispensável na conquista do poder, conclui-se, portanto, que, ter o poder da mídia a seu favor, é eleger-se, sem questionar os atributos dos candidatos.

     “Conhecer é poder”, adquirir conhecimento e o discernimento necessários para questionar e perguntar o que acontece nas entrelinhas do que é veiculado pela mídia é uma forma de poder, conquistada por poucos, colocado a serviço da sociedade, discriminada, explorada e manipulada. Quem tem consciência da  responsabilidade enquanto “ser crítico”, não pode se manter inerte diante de um ato concreto, como por exemplo, as eleições que “batem às portas”. Se existe um abuso de poder intrínseco que permeia toda a sociedade e a embevece; cabe àquele que “vê”, não se omitir, já que a nossa história se direcionará de acordo com a nossa permissão ou omissão. Se entendermos que o quarto poder, determinado a fiscalizar os abusos dos três poderes instituídos ( legislativo, executivo e judiciário), tornou-se o primeiro poder, decisivo para a nação, capaz de influenciar profundamente os outros poderes fundamentais ao bom funcionamento da democracia, devido a comprometimentos com grupos dominantes, é impossível tornar-se neutro nessas eleições e não permitir um novo rumo ao Brasil. É imperativo que se quebre paradigmas e se instaure uma nova ordem, em que a liberdade de pensamento seja protegida e estimulada, e a democracia atinja legitimidade absoluta em nosso país.

Fonte/Autor: Renata Cunha, para Brasil Futuro.
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