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Tudo está em aberto

Pesquisa Datafolha para a eleição para presidente em 2018, mostra um cenário de absoluta indefinição, capaz de levar a eleição a qualquer rumo.
  16/04/2018
  17:17
  Atualizado em 21/08/2018 18:30

Faltam menos de seis meses para as próximas eleições para presidente, e o resultado da sétima pesquisa de um dos mais influentes institutos de pesquisa do país, o Datafolha, divulgada no último 15 de abril, traz números que, seja na versão estimulada, seja na versão espontânea, sinalizam que o povo não sabe ainda em quem vai votar para presidente. Essa é a conclusão de cientistas políticos e especialistas, dada a altíssima proporção de indefinidos, e que, mesmo diante de adversidades, a candidatura do ex-presidente Luís Ignácio Lula da Silva segue sendo um assunto de peso para a campanha dos demais candidatos.

E falando em Lula, os resultados dessa pesquisa vão de encontro ao inflamado discurso do petista que precedeu o encarceramento dele. Relembrando, o ex-presidente declarou, “[…] quanto mais eles me perseguem, mais cresce a minha relação com o povo brasileiro...”. Contudo, a intenção de votos para ele caiu mais de quinze pontos percentuais na pequisa estimulada, em que os critérios tornam mais complicada a comparação, e de dezessete para treze pontos percentuais, na versão espontânea da pesquisa. É o eleitor se dando conta de que as chances de a foto de Lula estar na urna eletrônica é cada vez menor, o Datafolha apurou que 62% dos brsileiros não acreditam que ele disputará, e nem mencionam que dariam seu voto para os que ele juramentou em testamento, como Guilherme Boulos e Manuela D´Ávila, esta ex-deputada federal pelo PCdoB do Rio Grande do Sul, e aquele membro da Coordenação Nacional do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), ou para os esperados petistas substitutos, o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, e o ex-governador da Bahia, Jaques Wagner. Com nove pontos percentuais, Ciro Gomes, do PDT (Partido Democrático Trabalhista), é o candidato com melhor pontuação num cenário em que Lula não está na disputa. Outras análises são conta de que o cenário é tão indefinido, que 37% dos eleitores podem, no final das contas, ficar tanto a favor, como contra Lula, situação que mostra que, no que se refere à eleição presidencial, tudo está em aberto.

Nunca antes, na história deste país…

Se viu uma proporção tão alta de indefinidos num prazo de tempo tão curto, pré eleições. Como já dito, no cenário em que Lula está presente, ele são 15% dos eleitores. Sem Lula, ele estão entre 26 e 28%, de acordo com a sétima pesquisa Datafolha. Neste último cenário, a maior parte das simulações de segundo turno aponta empate, com tendência de vitória para Marina Silva (Rede), cuja candidatura permaneça, derrota todos os substitutos petistas aviltados. Como em abril de 2017, 2/3 da população votante continua sem sabem em quem votar e afirmam que votarão nulo, ou em branco.

Os outros são os outros, e só!

A ex-ministra do Meio Ambiente, e ex-petista, Marina Silva, foi a única que apresentou crescimento, mesmo com o partido esvaziado e com condições de campanha bastante desfavoráveis, como por exemplo, o tempo de TV, que está estabelecido no mínimo para a pré-candidata. Na sexta pesquisa ela tinha de oito a dez pontos percentuais de intenção de voto, e na apresentada neste final de semana ficou entre quinze e dezessete pontos percentuais, empatando com Jair Bolsonaro do Partido Progressista, (PP-RJ). O o ex-capitão e deputado federal permaneceu estagnado, e segue sendo o nome com maior destaque, afora Lula, na versão espontânea da pesquisa. Os eleitores seguem ignorando o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), que apresentou os mesmos números da pesquisa anterior, entre seis e oito pontos percentuais. A pesquisa atual também mostrou que, caso Alckmin consiga chegar ao segundo turno, perde para Marina e empata com Ciro e Bolsonaro. Contudo, isso não significa o fim do tucano, independente das investigações da Lava a Jato se intensificarem e trazerem resultados desfavoráveis para o partido dele. Ele pretende se lançar como o candidato alternativa para os que não enxergarem viabilidade nas demais candidaturas, embora, talvez, seja essa pretensão mais arriscada do que o próprio partido, e Alckmin, possam imaginar, segundo especialistas.

Só sei que nada sei

Michel Temer, o presidente da República, Henrique Meirelles, ex-ministro da Economia de Temer e recém filiado ao MDB (Movimento Democrático Brasileiro) e aposta de muitos como o nome do Planalto, ou Rodrigo Maia, do Democratas (DEM-RJ), são nomes que simplesmente não possuem significância para o eleitorado. A foto de qualquer um deles, entre ou saia da urna eletrônica, não influencia em nada os pontos percentuais dos outros candidatos, mostrando que Brasília não se apresenta uma alternativa imaginável pelo eleitor. De um outro lado, vindo da Capital Federal, mas com uma outra abordagem, a do menino negro, que com dificuldades conseguiu tornar-se ministro, e presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), e sagrou-se como arauto enquanto relator no caso do Mensalão, Joaquim Barbosa, filiou-se ao PSD (Partido Social Democrático) no início do mês, e aparece com números maiores do que Alckmin, entre oito e dez pontos percentuais, mostrando que sua candidatura, nem confirmada por ele, nem pelo partido, tem grandes chances de se tornar vitoriosa no pleito de 2018.

A sétima pesquisa Datafolha teve seu levantamento realizado entre os dias 11 e 13 de abril de 2018. 4.194 pessoas foram entrevistadas, presencialmente, em 227 municípios, com margem de erro máxima de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%.

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