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O PSICOSSOCIAL, A VIDA E O CORONAVÍRUS


A situação é a seguinte: nós estamos em guerra!
  24/03/2020
  14:40
  Atualizado em 24/03/2020 14:55




Diante do embate já travado por alguns "doutores" acerca de que os efeitos da retração econômica podem ser mais devastadores que o próprio vírus, sem dúvida alguma, o melhor é combater de forma prioritária com o máximo de humanidade possível os efeitos catastróficos advindos da sua contaminação.

Fiz um cálculo por baixo, com base em dados estatísticos oficiais, que corremos o risco de ter até duzentos mil óbitos, mesmo com todos os cuidados tomados para retardar o contágio pelo virus. É muita gente! Por baixo porque apliquei a taxa de letalidade à expectativa mínima de pessoas sintomáticas.

Pois bem! Se a nação não frear com ações como tem sido acertadamente feito com esse período de quarentena e, também, para considerar suas perdas, atenuá-las de alguma forma; podemos ter o seu psicossocial também sepultado.

Na Guerra, os riscos de perder homens abatidos na tentativa de resgatar um soldado atrás das linhas inimigas são tidos como menos prejudicial do que não tentar fazê-lo. Isso porque afeta diretamente o moral da tropa. Fileiras cabisbaixas são o prenúncio da derrota, mesmo antes do enfrentamento. Daí, cada vida ser considerada essencialmente importante. É o famoso "um por todos e todos por um".

Dito isso, entre a prioridade que tem que ser dada nessa fase ser "entre a vida ou o emprego e a economia", não há que se titubear na resposta: a VIDA!.

Após a tormenta, depois que tivermos chorado nossos mortos, é mais fácil levantar e resgatar um país unido, com o psicossocial em dia, ainda que abatido, do que numa situação conflagrada, num ambiente destrutivo de acusações de todos contra todos. Lembrando que o psicossocial de uma nação é uma das mais importantes expressões de seu Poder.

É preciso ter essa clareza.

Teremos crises inequívocas de legalidade versus legitimidade cuja condução pode ter como resultado a estabilidade ou a instabilidade. Por isso, o momento é de pactuarmos um ambiente de solidariedade e mobilização nacional para termos os efeitos dessa crise mitigados tanto quanto possível em todos os aspectos. Por exemplo, as pessoas não podem estar em quarentena e não terem o que comer na prateleira. 

E isso só acontecerá se nos dermos as mãos, seja nos níveis federal, estadual e municipal; seja enquanto sociedade civil organizada, nas relações público-privada e todos os demais setores e seguimentos. Deixemos as rinhas de galo e as diferenças para depois. Os primeiros a darem exemplo têm que ser as autoridades.

Porque sou militar, minha profissão é a do caos. É lá que fui treinado para exercer o meu ofício; mas verdadeiramente, nessa guerra, os soldados a darem o combate frontal são os profissionais da saúde e, logisticamente, as profissões consideradas essenciais. Nossos aplausos de reconhecimento e nossa torcida.

Seguindo as orientações dos órgãos competentes, somos responsáveis uns pela vida do outro. Sejamos vuluntariosos e façamos o que nos cabe. 

Que Deus nos abençoe! Vamos passar por isso juntos!


Por Mauro Rogerio
Movimento Brasil Futuro









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